ADRIANA LORENZEN
NATAL EM ARRAIAL
Em Arraial d’Ajuda, na época do Natal estamos todos nos preparando para receber os turistas para a temporada de verão.
O Reveillon é quando a cidade fica mais cheia, mas o Natal não é esquecido – temos a apresentação do Terno de Reis, uma tradição antiga que foi se perdendo com o crescimento turístico e resgatada há 3 anos.
Este ano a Bróduei foi lindamente decorada, assim como a Rua do Mucugê, graças à união de moradores e empresários.
Aqui escolhemos viver o oposto das grandes cidades: trabalhamos mais nas férias e feriados, por isso, o foco é a estrutura para receber – pintura e reforma das instalações, troca de equipamentos como TV e freezers – mais que os presentes.
Fui fazer compras num grande mercado com uma amiga que tem restaurante. O Gol voltou cheio até o teto com óleo, temperos, congelados e descartáveis, mas sobrou espaço para o presente de Natal do filho de 2 anos – um caminhão guindaste de 24 reais.
Para quem mora aqui, o maior presente é saber que as pousadas estarão cheias até o Carnaval.
A foto mostra a decoração que ilumina a Bróduei.
ADRIANA LORENZEN
F. 73 3575-2586
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Andar de moto na Bahia é muito bom! Não faz frio nem mesmo quando chove!
Ontem mesmo saí com chuva forte. Um percurso que geralmente faço é de Arraial d’Ajuda a Trancoso – 38 km pela BA001 ou 22 pela “estrada de chão” ou Estrada Velha de Trancoso.
Desenho mapas turísticos da região e tenho muitos clientes lá.
Pelo asfalto a paisagem é lindíssima. Às vezes paro para tirar fotos. Como conheço muito bem até os buracos, poderia acelerar bem, mas raramente passo dos 90 km/h.
Sempre esqueço as luvas, mas nunca passei frio.
Já peguei chuva várias vezes e cheguei seca em Trancoso.
Gosto de andar com a viseira aberta e sentir o vento, o calor e a chuva do Sul da Bahia. Insetos também aparecem no caminho. Os pequenos caem no olho. Já precisei parar quase cega, para tirar um bichinho afogado em minhas lágrimas. Besouros nunca batem na roupa. Sempre no rosto, pescoço ou mãos – e dói.
A estrada velha também é cheia de emoções: areia, terra erodida escorregadia na chuva e poeirenta quando seca. No caminho ficam as entradas para as praias de Taipe e Lagoa Azul – vale à pena conhecer – e o Clube Med Trancoso. Ali, além dos insetos, o que entra nos olhos é o pó que os carros levantam quando passam.
Quatro rodas não desequilibram, portanto ultrapassam as duas rodas cujos pilotos comem muita poeira... Meus cabelos ficam horríveis, pele idem, mas a alma fica leve. A pilotagem e a paisagem exigem tanta atenção, que funcionam como uma meditação.
ADRIANA LORENZEN
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Outros temas

Infância
Ainda não tenho filhos, mas adoro crianças. Elas são mais espontâneas e sinceras até certa idade. Isso porque ainda não aprenderam que seus atos tem conseqüências - não tem experiência.
Acho que toda criança quer ser adolescente, assim como todo adolescente quer ser adulto - e há adultos que vivem tentando voltar no tempo.
No último dia 31 os moradores do meu bairro organizaram o Halloween das Crianças. Mais de 80 se inscreveram para o concurso de fantasias: bruxas, capetas, zumbis, vampiros, magos, múmias, super-heróis e outros monstros e personagens "mortos" divertiram-se muito com as brincadeiras.
Muitos criticam essa tradição importada dos Estados Unidos, mas o fato é que o "Dias das Bruxas" é uma festa de que as crianças gostam muito. O Halloween do meu bairro já se tornou parte do calendário e é uma boa oportunidade de reunir os pequenos que não tem muita opção de lazer no pequeno distrito de Arraial d'Ajuda - onde moram brasileiros de muitos estados e estrangeiros do mundo inteiro - uma salada cultural no Sul da Bahia.
As crianças - frutos dessa salada - convivem em harmonia. Aqui a diversidade é natural e o preconceito provavelmente não fará parte dessas vidas.
ADRIANA LORENZEN
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31/10 - Tema da semana: Felicidade
Eu sou muito feliz, mas quando me sinto infeliz, procuro fazer coisas de que gosto muito.
Às vezes pego minhas nadadeiras e máscara e desço à Praia de Araçaípe, onde há um lugar especial no recife, com muitos corais e peixes. Nem sempre a maré é propícia, mas o simples esforço de chegar até lá já vale a pena. Tenho que passar pelo primeiro recife. Na maré vazia fica raso demais, e na maré cheia não dá para ver nada. Até o recife maior, nado quase 10 minutos. O visual é incrível. É como passear em outro planeta. Essa contemplação dá um prazer maravilhoso.
Tiro a máscara para olhar para a terra. Mesmo se a água está escura fico boba de tão feliz – por ter conseguido nadar até lá respirando pelo snorkel, por saber que há muitas criaturas vivas e lindas logo ali mesmo que eu não as veja.
Os passarinhos me deixam mais feliz. Da sala vejo e ouço sabiás, bem-te-vis e muitos outros mansos e coloridos. O som de um pica-pau numa árvore seca lembra a proximidade do verão.
Felicidade é gostar do sol e também da chuva – como os peixes e os passarinhos.
Beijos,
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Outros temas - Motocicletas - dez/2010





