Vote
Natal é época de...
dar e receber presentes
unir a família
lojas faturarem!
reflexão
fico triste nesta época
muito trânsito nas ruas!
quebrar a dieta!
Não sei responder
Ver Resultados

  • Currently 2.98/5

Rating: 3.0/5 (286 votos)




ONLINE
1





Partilhe esta Página

Blog do Café Expresso



JORGE BARATA

JORGE BARATA

 

Born to be wild

 

Sempre identifiquei esta canção dos Steppenwolf com as motas.

 

“Como uma cria da Natureza,

Nós nascemos para sermos livres

Podemos trepar tão alto

Nunca quero morrer”

 

De facto, sempre houve em mim um conflito interior referente a esta paixão pelas motas. Como uma dicotomia bipolar, balançando entre o amor pela velocidade sem limites e o respeito pela vida, o gozo de ir ao extremo e a consciência do risco imprudente e supérfluo.

 

As minhas primeiras experiências com motos, foram como “pendura”, passageiro. Um amigo louco levantava a roda da frente em andamento (“sacava cavalos”, como se diz por aqui) comigo no lugar de passageiro. E assim atravessávamos a Ponte sobre o Rio Tejo, em Lisboa. Tempos loucos e inconscientes. Tínhamos nascido para sermos “wild”.

 

Obtive a licença de condução de mota aos 22 anos. Nunca comprei mota, nunca procurei conduzi-las ou pedir emprestado sequer. As motas têm sido para mim como uma sensual e ao mesmo tempo fatal mulher dominante. Que me poderia levar à desgraça, que poderia cortar-me o fio condutor que tenho com este mundo terreno.

Assim, sempre as encarei como uma paixão impossível, platónica.

 

No início, as aulas de condução de moto ajudaram-me bastante na orientação e desembaraço na circulação entre o trânsito complicado de uma capital. Isso reflectiu-se na minha aprendizagem na condução do automóvel. Apercebi-me desde logo que para conduzir prudentemente uma moto, deveria ter 5 vezes mais atenção e maior concentração do que de automóvel. A moto não dá muita margem de erro. Uma pequena desatenção pode ser fatal. Um décimo de segundo pode ser fundamental.

 

Hoje consigo olhar para uma moto e pensar:

 

“Agora já conseguiria conduzir-te serena e calmamente, sem querer pisar o risco, resistindo a esticar-te até aos limites. Agora já não conseguirias seduzir-me com devaneios insensatos e perigosos, que se podem pagar com a vida. Conseguiria desfrutar dessa fantástica sensação do vento no meu rosto, dos diferentes cheiros à medida que avanço na estrada, o aroma a terra molhada, a massagem nas têmporas, os raios de sol na minha pele…”

 

Nasci para ser “wild”.

Jorge

 



Obs: Os textos de Jorge seguem a gramática de seu país - Portugal.

*********************************************

Outros temas

 

FELICIDADE


A felicidade é como um passeio, uma calçada em construção. Todos os dias temos que aplicar mais uma pedrinha, continuar a laborar constantemente, sem nunca parar ou desleixar, sem que a preguiça tome nosso coração de assalto.

Construir a Felicidade dá trabalho, requer empenho, esforço, boa vontade, tolerância, perspicácia. E Amor, muito Amor.


A Felicidade não se dá, não se obtém. Não se compra, não se conquista. Constrói-se.

Não vem de fora para dentro, mas de dentro para fora. Ninguém nos faz feliz, nós não fazemos ninguém feliz. Cada um constrói sua Felicidade, mesmo que motivado por outros, aqueles a quem ama.

Cada um aplica a(s) sua(s) pedrinhas. Todos os dias.


A Felicidade é uma construção que nunca acaba, enquanto vivemos.


Jorge